28 de mai de 2017

Bandas de Rock Que Lançaram 02 Discos no Mesmo Ano




É já faz algum tempo, nos dias de hoje isso é algo quase improvável, mas aconteceu sim no passado algumas bandas de rock'n'roll chegaram a lançar dois discos no mesmo ano. Se a galera das bandas atuais passam quase um ou dois anos inteiros produzindo um disco, essas bandas do passado tiravam de letra essa façanha. Algumas inclusive entravam em estúdio sem nada de composição, as músicas eram compostas literalmente dentro do estúdio. Eram os tempos áureos do rock'n'roll com essas bandas no auge de suas possibilidades técnicas, nos casos abaixo é bem fácil perceber ao escutarmos tais músicas onde algumas viraram clássicos imortais do rock'n'roll.

Uriah Heep (Demons and Wizards e The Magician's Birthday, 1972)

System of a Down (Mezmerize e Hypnotize, 2005)

Deep Purple (Burn e Stormbringer, 1974)

Guns N' Roses (Use Your Illusion I e II, 1991)

Kiss (Kiss e Hotter Than Hell, 1974)

Ramones (Leave Home e Rocket To Russia, 1977)

Jimi Hendrix Experience (Are You Experienced e Axis: Bold As Love, 1967)

Black Sabbath (Black Sabbath e Paranoid, 1970)

Led Zeppelin (Led Zeppelin e Led Zeppelin II)

The Beatles (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, 1967)


27 de abr de 2017

Beatles - 50 anos depois sai nova versão de Sargent Peppers



Em comemoração aos cinqüenta anos de lançamento de Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, o jornal The Guardian divulgou uma versão inédita da faixa título do álbum. A faixa é somente uma  amostra das novidades que os fãs poderão ter no disco que será lançado em breve em homenagem aos cinqüenta anos do clássico da banda.

Lançado em 1967 o disco é considerado pela critica um divisor de águas na música pop. É indubitável o pioneirismo do disco em diversas frentes, pela primeira vez as canções ultrapassaram mais de três minutos e meio, as letras colocadas no verso da capa, e a mais marcante a jogada de marketing sobre a possível morte de Paul McCartney que teria sido substituído por um sósia, dando inicio a vários factoides que se espalharam pela carreira de diversos artistas da música pop.


18 de mar de 2017

Chuck Berry - O Adeus do Músico que Representava a Síntese do Rock


Chuck Berry
Por Natan Castro

Morreu hoje por volta do inicio da tarde Charles Edward Anderson Berry, mais conhecido como Chuck Berry, cantor e guitarrista importantíssimo para a história do rock'n'roll e de toda a música pop. Por volta das 13:40h a policia de St. Charles (Missouri, Estados Unidos) recebeu uma chamada de emergência ao chegar na casa o músico estava caído, os policiais tentaram reanimá-lo mas, não obtiveram sucesso, Chuck Berry faleceu em sua casa na tarde desse dia 18 de Março de 2017 aos 90 anos.

O site do artista nos últimos meses, fazia alusão a lançamento de um novo disco em homenagem aos seus 90 anos. Infelizmente se sair algo será de forma póstuma. A representatividade da carreira de Chuck Berry para o rock'n'roll em si é absurda. Todos os grandes músicos que formaram grandes bandas de rock na década de 60 citam o músico como influência indispensável no inicio de carreira, John e Paul, Mick e k. Richards, Eric Clapton, Eric Burdon e uma leva grande de excelentes artistas do meio e inclusive de fora do cenário falam da importância das canções de Chuck Berry. O músico foi um dos primeiros guitarristas do gênero a solar em uma música de rock'n'roll, demonstrando que possuía uma técnica especialmente criada para a batida quatro por quatro do rock'n'roll.
  

Foram um pouco mais de cinqüenta anos de carreira, demonstrando um vigor e uma atitude rock'n'roll invejosa, sempre ao lado de sua guitarra, o chapéu de marinheiro na cabeça, e um sorriso típico dos grandes front man da música negra. No Brasil o músico sempre foi citado com deferência por nomes como Raul Seixas, Renato e Seus Blue Caps, Mutantes, e toda a turma da Jovem Guarda. Era um dos últimos músicos vivos daquela primeira leva de grandes ídolos do rock'n'roll, uma mesma linhagem que nos deu Elvis Presley, Jerry Lee Lewys, Ritchie Valens, Fats Domino, Ed Chrocane, Buddy Holly e outros. 


2 de mar de 2017

Aretha Franklin - Há 50 Anos Ela Pediu Respeito e Criou Um Clássico




Em 10 de março de 1967, a gravadora Atlantic lançava “I Never Loved a Man the Way I Love You”. Era o 11º álbum de estúdio de uma cantora então prestes a completar 25 anos, chamada Aretha Franklin.
O disco marcava a estreia de Aretha na Atlantic depois de sua saída da gravadora Columbia, motivada pela insistência da Columbia em vender Aretha como uma cantora de jazz. Ela adorava jazz, mas queria gravar soul e rhythm’n’blues e lançar discos de maior vendagem. Aretha queria sucesso.
Um dos donos da Atlantic, Jerry Wexler, levou a cantora a Muscle Shoals, no Alabama, para gravar no estúdio FAME, gerenciado por um produtor e arranjador chamado Rick Hall. Wexler estava impressionado com o som forte e grooveado que Hall e sua banda de estúdio, o Swampers, havia conseguido em gravações com Etta James, Wilson Pickett e Otis Redding.
O Swampers teve várias formações, mas seu núcleo era formado por Roger Hawkins (bateria), Barry Beckett (teclados), David Hood (baixo), Pete Carr e Jimmy Johnson (guitarra) e Spooner Oldham (teclados). A banda era tão boa que artistas famosos faziam fila para contratar seus serviços. Um dia, Paul Simon ligou atrás daquela “banda negra” que fazia um som tão funkeado, e ficou surpreso ao descobrir que eram todos brancos.
Veja um trecho do ótimo documentário “Muscle Shoals” (com legendas automáticas em inglês), com um depoimento de Aretha e imagens dela gravando em Muscle Shoals.
Aretha chegou ao estúdio FAME e logo se enturmou com a banda, mas seu marido, Ted White, sujeito violento e explosivo, não gostou de vê-la gravando apenas com músicos brancos. White acabou discutindo com um saxofonista e exigiu que Wexler o demitisse, o que irritou Rick Hall. Depois da sessão, Hall foi ao hotel de Aretha e White tentar apaziguar os ânimos, mas acabou se envolvendo numa discussão violenta com White, que terminou com os dois trocando socos. Aretha e o marido foram embora no dia seguinte e nunca mais voltaram a Muscle Shoals.
A sessão havia rendido apenas uma música, mas era sublime: a faixa-título, “I Never Loved a Man (The Way I Love You)”:
De volta a Nova York, Aretha disse a Wexler que ficara impressionada com a qualidade e simplicidade da gravação que fizera no Alabama. Ela estava cansada dos arranjos orquestrais e complexos dos discos de jazz da Columbia, e queria manter as coisas simples. Wexler montou uma banda espetacular, que incluía os saxofonistas King Curtis e Charles Chalmers, além de alguns músicos de estúdio “importados” de Muscle Shoals, como o guitarrista Jimmy Johnson e o tecladista Spooner Oldham.
“I Never Loved a Man (The Way I Love You)” era um clássico da soul music, mas a canção que abria o disco conseguia ser ainda mais impactante: uma versão de “Respect”, música composta e gravada em 1965 por Otis Redding.
É curioso comparar as duas versões e ver como algumas mudanças no arranjo e na forma de cantar podem fazer a mesma música ter significados distintos. Aretha não mudou nada na letra de Redding, apenas acrescentou o antológico refrão em que soletrava a palavra “Respect” (“respeito”), mas a força do arranjo e da interpretação de Aretha transformaram a canção. A versão original é bem mais “tranquila”, e Redding parece fazer um apelo à mulher (ou à família) para que o respeitem “quando eu chegar em casa”.
Já a versão de Aretha é uma bomba atômica, uma canção explosiva que virou hino feminista e de afirmação do orgulho negro.

Quando ouviu a versão de Aretha, Otis Redding teria dito: “Perdi minha música. Aquela menina a tirou de mim.”
fonte: site uol.

6 de fev de 2017

Quase dois meses depois, corpo de George Michael ainda não foi enterrado



A polícia britânica segue investigando a causa da morte de George Michael um mês e meio depois do ocorrido. O cantor foi encontrado morto pelo namorado no dia 25 de dezembro, em sua casa. 
Fadi Fawaz, que estava em um relacionamento com o cantor há quatro anos, já foi interrogado pelos investigadores, que voltaram a afirmar que a morte não é suspeita, apesar de ainda não ter sido esclarecida. Por isso, o corpo ainda não pode ser enterrado e novos testes toxicológicos devem ser feitos.
Fadi foi questionado se George temia morrer de overdose e as últimas horas do casal. Ele contou aos policiais ter dormido no carro na noite em que o cantor morreu.
O próximo passo da polícia será questionar vizinhos para esclarecer como foram os últimos sete dias de vida de George Michael e quem entrou e saiu da casa dele. As informações são do tabloide britânico "The Sun".
Divulgado no dia 30 de dezembro, o primeiro laudo sobre a causa da morte de George Michael teve resultado inconclusivo. O relatório da autópsia apontava que a morte é "inexplicável, mas não suspeita".
Fonte: Site Uol

17 de jan de 2017

David Bowie (Low) - 40 anos de um Mito da Música Pop



Existiram no passado alguns eventos que de uma forma ou de outra foram responsáveis por mudanças e indicadores de novos rumos na música pop.  Foi assim com a explosão do rock'n'roll trazida por Elvis e os outros astros do rockabilly, foi assim quando os Beatles desembarcaram no aeroporto J.F. Kennedy em Washington D.C dando inicio a Invasão Britânica. Depois com o desbunde californiano o que desencadeou tempo depois no festival Woodstock. Na virada dos 60 para o 70 influenciados pela chegada do homem a lua, músicos da Alemanha e outros países da Europa deram inicio ao movimento do Rock Progressivo. Esses pontos de inferência representaram com o passar dos anos esse vetor de mudanças, algumas delas não só sonoras, como estéticas.

Em meados da década de setenta David Bowie já havia colocada sua impressão digital no mundo do rock, com uma série de discos que com o passar dos anos foram se sustentando como uns dos mais importantes do inicio dos anos 70. Sua imagem como artista iconoclasta já havia se espalhado por todo showbizz, as personas interpretadas por ele nesse período como o famoso alienígena Ziggy Stardust que ao chegar no planeta terra havia se tornado um astro do rock é um dos mais conhecidos e festejados pela critica e pelos fãs até os dias atuais.

Por volta de 1976 o artista morava em Los Angeles, vivenciando toda sua fama como mega astro do rock, como era de praxe todos os astros da música daquele período também tiveram que lidar com os problemas envolvendo substâncias químicas ilícitas, festas regadas a muita cocaína, produções de discos, shows lotados, imprensa aos seus pés. Tudo isso levaria o artista a um colapso nervoso-depressivo factual, ao perceber a chegada dessa situação limite, David resolveu mudar de ares, algo que o fez tomar a decisão de passar uma temporada em Berlim na Alemanha. Algo que ficou conhecido como a fase Berlim de David Bowie.


O músico se absteve das drogas e trouxe para fazer parte dessa nova fase de sua carreira, o velho amigo e produtor Tony Visconti e o grande tecladista Brian Eno ex-integrante da banda Roxy Music, há quem diga que Iggy Pop também esteve passando uma temporada com David em Berlim nessa época, depois do lançamento do genial "The Idiot" que fora produzido por David Bowie. Em 14 de Janeiro de 1977 foi lançado um dos discos mais emblemáticos da carreira do músico, Low possui em sua sonoridade muito do que o espírito do artista conseguiu absorver da cidade de Berlim. O disco representa um mergulho no underground, num mundo alternativo que era inversamente proporcional ao sucesso almejado pelo jovem David Bowie na virada da década. Como disse algum critico no período do lançamento "Um mar petrificado por sons de sintetizadores" se referindo as camadas sonoras imprimidas por Brian Eno durante todo o disco, o pulsar de um baixo elétrico que em diversas músicas profetizavam algo que viria ser uma tônica poucos anos depois, talvez o artista nem tenha se dado conta, mas com o lançamento desse disco seminal, jogou luz em caminhos que seriam trilhados por uma nova leva de músicos no inicio dos anos 80, mostrando que a música pop é bem verdade sempre de tempos em tempos consegue se movimentar e mostrar estéticas sonoras inéditas. Bandas como Joy Division, The Cure, Echoo And The Bunnymen e outras que fizeram parte do post-punk e da New Wave citam Low como momento preponderante para o inicio de seus projetos sonoros.

Por Natan Castro


14 de jan de 2017

Sepultura - Machine Messiah e a Cultura da Tecno-Escravidão



Sepultura a banda de metal brasileira mais conhecida mundo a fora, lançou nessa sexta 13 de janeiro (Machine Messiah) o décimo quarto álbum da banda. Desta vez Andreas Kisser e a trupe escalaram o produtor sueco Jens Borgen, a capa ficou a cargo da artista filipina Camille Della Rosa. Como sempre a banda apresentando novidades na sonoridade, em Machine Messiah conseguimos perceber um Derrick Green com um vocal mais ameno, pitadas de sonoridades brasileiras também podem ser percebidas em Phantom Self, nessa mesma música a banda demonstra sua fome por inovação quando coloca em meio aos riffs e a pegada da bateria passagens de teclado, o resultado é surpreendente.  O álbum confirma a tônica de uma tradição da banda de sempre inovar e conseguir mostrar novos caminhos sonoros nos meandros da música pesada. A temática do disco é toda voltada aos rumos incertos das tecnologias em relação ao bem estar da raça humana, o virtual se sobrepondo cada vez mais ao real. Andreas citou algo que acontece nos shows da banda "Começamos a perceber nos shows que as pessoas estavam mais preocupadas em registrar aquele momento nos celulares e smarthphones do que vivenciar aquela experiência".

Uma curiosidade sobre a capa do disco é que a mesma já estava feita há mais de seis anos. Sobre a arte (Deus Ex-Machina) ela já havia feito a capa do nosso disco e nem se dava conta disso, arte e conceito se encaixaram perfeitamente, disse Andreas Kisser.

Por Natan Castro