14 de jan de 2017

Sepultura - Machine Messiah e a Cultura da Tecno-Escravidão



Sepultura a banda de metal brasileira mais conhecida mundo a fora, lançou nessa sexta 13 de janeiro (Machine Messiah) o décimo quarto álbum da banda. Desta vez Andreas Kisser e a trupe escalaram o produtor sueco Jens Borgen, a capa ficou a cargo da artista filipina Camille Della Rosa. Como sempre a banda apresentando novidades na sonoridade, em Machine Messiah conseguimos perceber um Derrick Green com um vocal mais ameno, pitadas de sonoridades brasileiras também podem ser percebidas em Phantom Self, nessa mesma música a banda demonstra sua fome por inovação quando coloca em meio aos riffs e a pegada da bateria passagens de teclado, o resultado é surpreendente.  O álbum confirma a tônica de uma tradição da banda de sempre inovar e conseguir mostrar novos caminhos sonoros nos meandros da música pesada. A temática do disco é toda voltada aos rumos incertos das tecnologias em relação ao bem estar da raça humana, o virtual se sobrepondo cada vez mais ao real. Andreas citou algo que acontece nos shows da banda "Começamos a perceber nos shows que as pessoas estavam mais preocupadas em registrar aquele momento nos celulares e smarthphones do que vivenciar aquela experiência".

Uma curiosidade sobre a capa do disco é que a mesma já estava feita há mais de seis anos. Sobre a arte (Deus Ex-Machina) ela já havia feito a capa do nosso disco e nem se dava conta disso, arte e conceito se encaixaram perfeitamente, disse Andreas Kisser.

Por Natan Castro